BIM

O primeiro encontro – parte II – palestras principais

Assim que o ENTAC 2014 terminou, me senti muito motivado a tornar este blog realidade (até que enfim!), não tanto por causa do evento, mas porque percebi que tenho aprendido ou tomado conhecimento, nos últimos tempos, de muitas coisas legais e novas, relacionadas ao assunto BIM, e que o melhor modo de não esquecer (e aprender mais) é registrar tudo o que aprendi e compartilhar com quem tiver interesse.

Pois bem, logo que o evento acabou, fiquei bastante ansioso por escrever sobre tudo o que eu havia visto, para não me esquecer de nada que pudesse ser importante. Passado um mês, é claro que já não me lembro de tudo o que vi e aprendi, e isso poderia não ser legal; por outro lado, acredito que aquilo que ficou na minha memória foi aquilo que realmente mais me interessou, em relação a tudo o que assisti, e é o que relato em seguida.

Conferência de abertura

A primeira apresentação do ENTAC foi feita pelo professor Will Hughes, da Universidade de Reading, Reino Unido. Entre as diversas questões levantadas a respeito de contratações, uma das colocações mais interessantes de Hughes, para mim, foi aquele em que ele acredita que existe abertura para novos tipos contratos de manutenção em edifícios onde o serviço prestado não é mais a “troca de lâmpadas” ou a “limpeza de dutos de ar-condicionado”, e sim algo como “serviço de fornecimento de iluminação/climatização/etc. que atenda a X requisitos”.

Ainda na conferência de abertura aconteceu a palestra do professor Arto Kiviniemi, da Universidade de Liverpool, Reino Unido. O título da apresentação é “BIM – Evolution or revolution in the construction industry?“, e a meu ver, a intenção do professor Kiviniemi foi exibir um panorama global da evolução da adoção de processos BIM, usando uma série de estatísticas recentes e muito relevantes, com informações surpreendentes sobre o Brasil, inclusive. Além da exibição de tais dados, o palestrante também demonstrou como é a circulação de informações em sistemas BIM altamente complexos, e usou o mega-projeto inglês Crossrail como exemplo para suas explicações. A seguir estão algumas fotos que tirei dos slides da apresentação do Kiviniemi.

Quando comecei a escrever sobre o ENTAC, acreditei que conseguiria colocar tudo o que vi em três posts. Agora vejo que me enganei, serão muito mais. No próximo post devo começar a registrar o que vi de interessante nos Painéis. Até breve!

Este post foi escrito com ajuda de algumas músicas. Entre elas, “If this hat is missing, I have gone hunting”, do Get Well Soon.

[vimeo http://vimeo.com/106166987]

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Joao Gaspar

Joao Gaspar

Arquiteto formado pela FAU-USP em 1999. Mestrando no Programa de Pós-Graduação Arquitetura, Tecnologia e Cidade, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), é um dos fundadores e o atual diretor do TI Lab, centro de treinamento especializado em modelagem 3D e BIM, com cursos orientados ao mercado AEC. Secretário da comissão de estudos especiais 134 da ABNT, responsável pelas normas BIM brasileiras, Gaspar ministra palestras sobre BIM, modelagem 3D, renderização, fabricação digital e outros temas relacionados à tecnologia aplicada à arquitetura, urbanismo e design, e também promove oficinas hands-on de diversos softwares em diversas faculdades e eventos pelo Brasil.

1 Comentários

  1. O primeiro encontro – parte I | O BIM e o mar
    26/01/2015 do 3:43 pm

    […] Aqui está a primeira parte da minha análise. Termino esse post com a foto da excelente vista que o hotel onde o encontro foi realizado! […]

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