Conheça o PlaceMaker, sistema de captura de dados 2D e 3D de infraestrutura urbana para SketchUp

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A versão 8 do SketchUp foi lançada pela Google em 2010, e os usuários tiveram a oportunidade de, pela primeira vez, capturar imagens aéreas geolocalizadas para desenvolverem seus trabalhos. Como todos sabem, em 2012 o SketchUp foi vendido para a Trimble, grande corporação norte-americana tradicionalmente conhecida pelos seus sistemas de navegação e geoposicionamento.

A Trimble continuou oferecendo a captura de imagens geolocalizadas para o usuário do SketchUp Pro. Atualmente, é possível importar imagens de baixa resolução gratuitamente e, para baixar imagens de alta qualidade, é preciso pagar valores à parte.

Sem dúvida, a importação das imagens pela ferramenta nativa do SketchUp Pro é muito bacana, mas se você precisar do traçado das ruas, de ferrovias, metrôs, corpos d’água, árvores, edifícios já modelados em 3D como massas, qual é a solução?

É aí onde entra o PlaceMaker. Este plug-in funciona como um sistema integrador de importação de dados georreferenciados para SketchUp, e é produzido pela Mind Sight Studios, que desenvolve ferramentas para SketchUp desde 2005. Recentemente, foi lançada um versão para Revit, mas neste post vamos nos concentrar na versão para SketchUp.

O que faz o PlaceMaker?

O PlaceMaker é um plug-in que conecta o SketchUp a diversas bases de dados de infraestrutura urbana, desenvolvidas por empresas: CESIUM ion, Mapbox, Nearmap, Microsoft e Ecopia, além da base de dados aberta OSM (OpenStreetMap).

Desta forma, o PlaceMaker facilita o trabalho de importação de imagens áreas, terrenos modelados em 3D, edifícios em 3D (com ou sem texturas), sistemas viário e ferroviário, caminhos e passagens de pedestres, corpos d’água e vegetação. O sistema também oferece um serviço premium de fornecimento de dados mais precisos, desenvolvido pela Ecopia, chamado SmartSite.

A instalação do PlaceMaker é gratuita e pode ser feita a partir do site do fabricante: https://www.suplacemaker.com/sketchup-placemaker/. A partir de então, você pode importar os dados que quiser, mas é preciso pagar para poder realizar a importação. No momento da publicação deste post, a Mind Sight Studio oferece as opções de assinatura (subscription) e compra de créditos conforme a demanda (pay-as-you-go). É importante ressaltar que, mesmo no modelo de assinatura, algumas informações continuam sendo pagas à parte, porém os valores cobrados são menores do que os valores cobrados de quem não tem assinatura. Para a realização dos testes apresentados a seguir, foi utilizada a versão pay-as-you-go com a compra mínima de 100 créditos, que custou US$15,00.

Testando o PlaceMaker

Ao ser instalado, a barra de ferramentas do PlaceMaker surge na tela, conforme ilustra a Figura 1. O primeiro passo é clicar no segundo botão, chamado Criar Geo-superfície. Você irá importar uma imagem aérea geolocalizada pelo sistema PlaceMaker. O resultado é uma imagem plana, conforme Figura 2

Figura 1 – Barra de ferramentas do PlaceMaker
Figura 2 – Imagem plana geolocalizada, importada pelo PlaceMaker.

A partir de então, você pode importar, pela janela do PlaceMaker (Figura 3), os seguintes tipos de informações:

  • Terreno em 3D: as imagens e a geometria 3D são fornecidas pela empresa CESIUM ion.
  • Imagens em alta resolução: fornecidas pela Mapbox ou Nearmap. Até o momento da publicação deste post, não existiam imagens em alta resolução para o Brasil.
  • Ruas (sistema viário): os dados são capturados a partir da base aberta OpenStreetMap. A disponibilidade das vias, portanto, depende da existência dos dados na OSM, ou seja, se o sistema viário não estiver modelado na OSM, o PlaceMaker não vai importar nada, e não haverá desconto de créditos.
  • Estradas de Ferro (sistemas ferroviário e metroviário): as informações também são provenientes da base de dados OpenStreetMap.
  • Caminhos (ciclovias e passagens de pedestres): informações e disponibilidade a partir da base de dados OpenStreetMap.
  • Edifícios: você pode escolher entre a base OpenStreetMap e a base da Microsoft.
  • Água: os corpos d’água são importados da base de dados
  • Terreno em 3D: as imagens e a geometria 3D são fornecidas pela empresa CESIUM ion.
  • Imagens em alta resolução: fornecidas pela Mapbox ou Nearmap. Até o momento da publicação deste post, não existiam imagens em alta resolução para o Brasil.
  • Ruas (sistema viário): os dados são capturados a partir da base aberta OpenStreetMap. A disponibilidade das vias, portanto, depende da existência dos dados na OSM, ou seja, se o sistema viário não estiver modelado na OSM, o PlaceMaker não vai importar nada, e não haverá desconto de créditos.
  • Estradas de Ferro (sistemas ferroviário e metroviário): as informações também são provenientes da base de dados OpenStreetMap.
  • Caminhos (ciclovias e passagens de pedestres): informações e disponibilidade a partir da base de dados OpenStreetMap.
  • Edifícios: você pode escolher entre a base OpenStreetMap e a base da Microsoft.
  • Água: os corpos d’água são importados da base de dados OpenStreetMap.
  • Árvores: também são importadas da OpenStreetMap e, assim como todas as outras informações que podem ser trazidas da OSM, estão sujeitas à disponibilidade naquela base de dados.
  • Malha 3D (edifício texturizados): o serviço Nearmap oferece, para os EUA, Canadá e Austrália, edifícios modelados e texturizados externamente, prontos para a utilização com V-Ray ou Thea Render.
  • Terreno inteligente: o serviço de digitalização de alta precisão com uso intensivo de inteligência artificial é fornecido pela empresa Ecopia. Na verdade, trata-se de um serviço que não é diretamente integrado ao PlaceMaker. Existe uma área mínima de 4 km² para se fazer o pedido, e o custo é de aproximadamente US$ 400. O trabalho demora alguns dias para ser executado e você recebe um modelo digital altamente preciso e rico em informações.
Figura 3 – Janela de importação de dados do PlaceMaker

Veja, a seguir, alguns resultados obtidos com o PlaceMaker:

Figura 4 – Terreno com malha triangulada de 10 em 10 m, obtido pelo PlaceMaker – CESIUM ion
Figura 5 – Ruas importadas e sobrepostas ao terreno, importadas pelo PlaceMaker a partir da base OpenStreetMap.
Figura 6 – Terreno, sistema viário, metroferroviário, ciclovias, passagens de pedestres e edifício de região da Marginal Pinheiros, em São Paulo. Observe que cada tipo de dado está classificado com uma etiqueta diferente.

Conclusão

O PlaceMaker é uma solução muito interessante e ágil para que você consiga obter, de forma rápida e fácil, dados geométricos sobre infraestrutura urbana de praticamente qualquer parte do mundo.

A interface é bastante prática e os preços são acessíveis para quem trabalha profissionalmente com projetos de planejamento urbano, planejamento da paisagem, sistemas de transporte ou mesmo empreendimentos imobiliários de qualquer porte.

Todos os elementos vem classificados em etiquetas de fácil compreensão, porém são importados como grupos (e não como componentes), o que atrapalha a identificação dos objetos, quando se trata da utilização da estrutura analítica do modelo, exibida pela janela Estrutura (Outliner).

De qualquer forma, o PlaceMaker é um sistema bastante interessante para projetistas, incorporadores, construtores e gestores do poder público ou da iniciativa privada, pois os dados obtidos, com precisão e rapidez, podem ser entendidos como recursos importantes para subsidiar uma grande variedade de tomadas de decisão.

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